
Hoje em dia vemos tantas pessoas interpretando papéis. E não estou falando dos atores que são muito bem pagos para isso, estou falando de pessoas comuns, talvez eu, talvez você mesmo!
A internet se “apossou” de um termo muito interessante: perfil. Cada um de nós para ter acesso a um e-mail ou site de relacionamento precisou criar um perfil poder usurfruir dos serviços desejados. Os perfis são obrigatoriedade para que a publicidade que patrocina estes sites sejam cada vez mais específica para cada usuário.
E não é raro conhecermos pessoas que criam perfis falsos, pois neste mundo “internético” , tudo é virtual, ou seja, não real.
Infelizmente, muitos de nós passamos a nos acostumar com perfis e mais perfis, assumido ideologias, assumindo comportamentos e atitudes que não são nossas mas que nos fazem ser aceitos. Assim tratamos nossa vida pessoal como algo virtual. Que grande risco! Pois ao se acostumar com imagens falsas, passamos a nos esquecer de nossa verdadeira imagem: somos imagem e semelhança de Deus!
Hoje o salmista se impressiona como Deus conhece cada partícula de seu ser, cada entranha, cada obscuridade, pois “as próprias trevas não são escuras para Vós”(v.12). Que graça realmente incrível, Deus não pede de nós nenhum perfil, pois Ele mesmo nos esculpiu e nos conhece, mesmo em nossas trevas.
É algo realmente maravilhoso, pois diante de Deus podemos ser simplesmente nós mesmos! E a simplicidade é algo particular das crianças. Vejamos como o salmista se coloca: vós sabeis todos os meus passos, a palavra ainda não me chegou à boca e já a conheceis toda…igualzinho a um bebê que ainda não sabe falar, mas que sabe que o pai conhece sua linguagem, sabe que sempre terá a mão do pai a lhe amparar pois ainda não aprendeu a se equilibrar, e seus passos ainda são tortuosos.
Hoje Deus nos convida a fazer esta experiência: sermos simples como crianças diante Dele. E como crianças, colocar para Ele nossos passos tortuosos, nossa falta de equilíbrio, tudo aquilo que ainda não superamos. Santa Terezinha dizia que só se enchergava como realmente era, quando via seu próprio reflexo nos olhos de Deus.
Olhemos hoje para o Pai, e encherguemos em Seus Olhos de Amor, quem somos, e quais serão nossos passos a seguir, pois “seus desígnios para nós são insondáveis.”(v.17)
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